NESTA EDIÇÃO:
Quando as crianças se tornam boas leitoras nas primeiras séries, é bem provável que venham a ser melhores estudantes em toda a sua vida escolar e além.
Aprender a ler é uma tarefa difícil para as crianças. Por sorte, agora há pesquisas disponíveis que sugerem como fazer com que cada criança tenha um bom começo na leitura.
Tornar-se um leitor envolve o desenvolvimento de habilidades importantes, inclusive aprender a:
• usar a linguagem nas conversações
• ouvir e responder a estórias lidas em voz alta
• reconhecer e nomear as letras do alfabeto
• escutar os sons da linguagem falada
• conectar sons às letras para perceber o “código”
da leitura
• ler com freqüência para que o reconhecimento
das palavras se torne fácil e automático
• aprender e usar novas palavras
• compreender o que é lido
Os professores do jardim de infância e da pré-escola preparam o palco para que seu filho aprenda a ler e escrever num estágio bem cedo e de habilidades críticas. Os professores da primeira, segunda e terceira séries tomam a tarefa, então, de desenvolver as habilidades que as crianças usarão todos os dias, até o fim de suas vidas. Como pai, você pode ajudar, entendendo o que os professores estão ensinando e, também, fazendo perguntas sobre o rendimento de seu filho e sobre o programa de leitura da sala de aula.
Você também pode ajudar as crianças a se tornarem leitoras. Para aprender a ler é preciso prática, mais prática do que durante o dia na escola.
Retirado do livro Put Reading First: Helping Your Child Learn to Read. Para maiores informações sobre como auxiliar o programa de leitura de seu filho em casa, ligue para ED Pubs, tel. 1-800-228-8813, e peça cópias gratuitas dos livros Put Reading First: Helping Your Child Learn to Read, Put Reading First: The Research Building Blocks for Teaching Children to Read, e A Child Becomes a Reader.
Partilhe conversações com sua criança na hora das refeições e em outros momentos que estiverem juntos. As crianças aprendem palavras com mais facilidades quando as escutam mais freqüentemente. Apresente palavras novas e interessantes a cada oportunidade.
Leiam juntos todos os dias. Passe algum tempo falando sobre estórias, figuras e palavras.
Seja o melhor defensor de seu filho. Mantenha-se informado sobre o rendimento escolar na leitura e pergunte ao professor de que maneira você poderia ajudar.
Leia e escreva. As crianças aprendem os hábitos das pessoas em sua volta.
Visite a biblioteca com freqüência. Hora da
estorinha, computadores, auxílio na lição de casa
e outras atividades esperam por toda a família.
As crianças aprendem através da repetição. Sempre contar as mesmas estórias e cantar as mesmas músicas pode parecer chato para você, mas não para elas. Quando você repete uma estória, as crianças estão aprendendo sobre o significado das palavras e como estas palavras contam a estória. A maneira que se lê para as crianças faz uma enorme diferença. Leia estórias de uma maneira que estimule-as a participar. Siga estas dicas para tornar a leitura mais agradável.
• Selecione livros que refletam a própria experiência
da criança, como livros sobre a vida cotidiana, membros da família,
ou animais.
• Exponha as crianças a livros que elas podem
tocar.
• Estimule as crianças a escolher o(s) livro(s)
que você vai ler.
• Leia livros com rima, ritmo ou repetição,
pois o som da linguagem é especialmente importante para crianças
que ainda não se concentram nas figuras.
• Use vozes diferentes para personagens diversos ou para
acentuar emoções.
• Faça perguntas sobre as figures ou personagens
do livro. Peça que as crianças descrevam o que vêem.
• Peças para as crianças dizerem qual o
próximo acontecimento da história.
Retirado do livro Read to Children: Open Young Minds, uma publicação da National Governor’s Association.
Nenhuma Criança Deixada para Trás: Medindo o Rendimento Anual Adequado
A Lei Nenhuma Criança Deixada para Trás
(No Children Left Behind Act), de 2001, exige o “rendimento anual adequado”
(“adequate yearly progress”), que é o nível mínimo
de rendimento que os distritos escolares e as escolas devem alcançar
todos os anos. Em termos
técnicos, o rendimento anual adequado (AYP, sigla
em inglês) refere-se à taxa de crescimento na percentagem
de alunos que alcançaram a definição estadual de proficiência
acadêmica. Cada estado fixará os ganhos do AYP que cada escola
deve atingir para alcançar 100 porcento de proficiência ao
término de 12 anos.
Sob a lei Nenhuma Criança Deixada para Trás, as medidas do “rendimento anual adequado” são passos na direção do objetivo bipartidário da nação de encerrar com a fenda do rendimento escolar, garantindo que cada criança seja proficiente em matemática e em leitura, até o ano escolar de 2013-14.
Ao testar cada criança, os pais e os professores
saberão a respeito do rendimento acadêmico de cada grupo de
estudantes e podem, assim, trabalhar juntos para garantir que nenhuma
criança será deixada para trás.
É por isto que as notas serão repartidas nos seguintes subgrupos:
base econômica, raça e etnia, proficiência em inglês
e necessidades especiais (disabilities).
A definição do rendimento anual adequado garante que cada escola se aperfeiçoe a cada ano, de modo que cada criança – em detrimento da raça, da renda dos pais, ou da formação familiar – aprenda e se sobressaia. O monitoramento desse rendimento anual ajudará a reconhecer as excelentes escolas que dão grandes passos no ensino de todas as crianças. Seguir os ganhos do AYP (lê-se ei-uai-pi), nas escolas onde as crianças não estão aprendendo, fará com que os pais e os oficiais da educação saibam quais as escolas que precisam de aperfeiçoamento.
Para que estas informações sejam divulgadas,
os pais receberão cartões de relatórios
anuais sobre os seguintes pontos:
• comparação de alunos nos níveis
de rendimento acadêmico básico, proficiente
e avançado,
• índices de graduação,
• qualificação profissional dos professores,
• percentagem de alunos não avaliados,
• e identificação de escolas que precisam
de aperfeiçoamento.
As informações obtidas a partir das medidas
do rendimento anual das escolas são a base para que os pais tenham
novas opções e escolhas para ajudar as suas crianças,
quando elas ficam para trás.
Retirado do Achiever, Nov. 11, 2002, Vol. 1, No. 4. The Achiever é publicado pelo Office of Intergovernmental and Interagency Affairs, U.S. Department of Education.